21/01
sábado

O anticoncepcional para quem está acima do peso

 

Mulheres que estão acima do peso devem ter alguns cuidados na hora de escolher seu método contraceptivo, que, de acordo com o peso da paciente, podem ter maior ou menor eficácia. Dados do Ministério da Saúde afirmam que em 2010 cerca de 40% das mulheres tinham sobrepeso ou eram obesas.
Mulheres com mais de 90 kg podem ter a eficácia do adesivo transdérmico reduzida.

Já as pílulas combinadas não são recomendadas quando a mulher, que está acima do peso, tem alguma doença associada como diabetes, pressão alta e nível elevado de colesterol. Quando existe esse quadro, o mais indicado é o uso da pílula que contém somente o hormônio progestagênio.

Cristina Guazzelli, professora do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) explica sobre a relação obesidade e métodos contraceptivos. “Apesar de haver maior probabilidade de apresentar alterações menstruais, maior risco de não ovular e mais chance de ter ovário policístico, a mulher acima do peso pode engravidar como qualquer outra, portanto precisa usar métodos anticonceptivos se não deseja ter filhos. Outro dado importante é que, diferentemente do que se pensa, vários estudos mostram que a frequência sexual delas é a mesma de mulheres magras” , afirmou.

Segundo a médica, de uma maneira geral, as mulheres com excesso de peso podem usar quase todos os métodos anticonceptivos, como pílula combinada, implante, DIU e anel contraceptivo, cuja eficácia vai depender do uso correto, da taxa de continuidade e da aderência ao método escolhido.

“Em mulheres obesas que ainda não têm comorbidades, como diabetes, hipertensão e alterações das taxas de colesterol, não há contraindicacão para o uso de métodos hormonais. Mas devemos ser cautelosos, pois são pacientes com maior risco para trombose venosa e doenças cardiovasculares. Além disso, para as mulheres com IMC* (Índice de Massa Corporal) acima de 30, o risco de trombose é duas vezes maior do que para as que apresentam o índice menor que 25. Por isso a paciente deve ser avaliada de forma mais criteriosa, em intervalos menores, e fazer periodicamente exames clínicos e laboratoriais com avaliação da pressão arterial, glicemia, e perfil lipídico, entre outros”, explicou a Dra. Cristina.

*O índice de massa corporal (IMC) é reconhecido como padrão internacional. O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em m). A fórmula matemática é IMC = peso/altura².

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br

 

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