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O anticoncepcional para quem está acima do peso

21 de janeiro de 2012

Mulheres que estão acima do peso devem ter alguns cuidados na hora de escolher seu método contraceptivo, que, de acordo com o peso da paciente, podem ter maior ou menor eficácia. Dados do Ministério da Saúde afirmam que em 2010 cerca de 40% das mulheres tinham sobrepeso ou eram obesas.
Mulheres com mais de 90 kg podem ter a eficácia do adesivo transdérmico reduzida.

Já as pílulas combinadas não são recomendadas quando a mulher, que está acima do peso, tem alguma doença associada como diabetes, pressão alta e nível elevado de colesterol. Quando existe esse quadro, o mais indicado é o uso da pílula que contém somente o hormônio progestagênio.

Cristina Guazzelli, professora do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) explica sobre a relação obesidade e métodos contraceptivos. “Apesar de haver maior probabilidade de apresentar alterações menstruais, maior risco de não ovular e mais chance de ter ovário policístico, a mulher acima do peso pode engravidar como qualquer outra, portanto precisa usar métodos anticonceptivos se não deseja ter filhos. Outro dado importante é que, diferentemente do que se pensa, vários estudos mostram que a frequência sexual delas é a mesma de mulheres magras” , afirmou.

Segundo a médica, de uma maneira geral, as mulheres com excesso de peso podem usar quase todos os métodos anticonceptivos, como pílula combinada, implante, DIU e anel contraceptivo, cuja eficácia vai depender do uso correto, da taxa de continuidade e da aderência ao método escolhido.

“Em mulheres obesas que ainda não têm comorbidades, como diabetes, hipertensão e alterações das taxas de colesterol, não há contraindicacão para o uso de métodos hormonais. Mas devemos ser cautelosos, pois são pacientes com maior risco para trombose venosa e doenças cardiovasculares. Além disso, para as mulheres com IMC* (Índice de Massa Corporal) acima de 30, o risco de trombose é duas vezes maior do que para as que apresentam o índice menor que 25. Por isso a paciente deve ser avaliada de forma mais criteriosa, em intervalos menores, e fazer periodicamente exames clínicos e laboratoriais com avaliação da pressão arterial, glicemia, e perfil lipídico, entre outros”, explicou a Dra. Cristina.

*O índice de massa corporal (IMC) é reconhecido como padrão internacional. O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em m). A fórmula matemática é IMC = peso/altura².

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br

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